Fonte (imagem/reportagem): Plurale 

Este artigo apresenta como objetivo desenvolver um modelo matemático para representar a percepção de segurança de mulheres usuárias de ônibus urbanos no município do Rio de Janeiro, considerando fatores psicossociais, cognitivos e subjetivos relacionados à segurança nos deslocamentos cotidianos. A metodologia consiste na elaboração de um modelo de avaliação associado a um levantamento exploratório realizado por meio de questionário on-line, que obteve 63 respostas e foi utilizado como estudo-piloto para examinar o instrumento de coleta e a aplicação da modelagem. Os resultados numéricos apontaram um Índice de Percepção da Segurança Feminina (IPSF) de 5,08, situado na faixa média, e apresenta os valores parciais e dos atributos que serviram de variáveis de entrada do modelo. Os resultados de análises complementares indicaram que não foi identificada associação significativa entre a distância ao Centro e o IPSF, embora limitações relacionadas ao tamanho e à composição da amostra e a inconsistências em alguns dados recomendem cautela na interpretação dos achados. Conclui-se que o modelo proposto pode contribuir para tornar mais visíveis as experiências de insegurança das passageiras e subsidiar pesquisas futuras e políticas públicas de mobilidade urbana, desde que seja aprimorado e validado com maior rigor, em articulação com medidas preventivas, melhoria da infraestrutura, acolhimento às vítimas e promoção do direito à cidade e à mobilidade segura. Acesse o artigo completo por aqui.

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